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"Na Bosch há uma leitura de relativa tranquilidade sobre futuro da empresa. Há um problema circunstancial, que não vai colocar em causa o futuro de uma empresa muitíssimo importante para a região e para o país", afirmou Castro Almeida, que falava na Assembleia da República, em Lisboa. O ministro da Economia disse esta quinta-feira existir na Bosch Braga, que vai entrar em ‘lay-off’, uma "relativa tranquilidade" quanto ao futuro da empresa, que atravessa um problema de fornecimento de componentes. A Bosch de Braga vai entrar em ‘lay-off’, a partir de novembro e "até presumivelmente" abril de 2026, uma decisão que vai afetar 2.500 trabalhadores, devido à escassez de componentes para peças eletrónicas. O compromisso do grupo com Portugal remonta há mais de 30 anos, tendo a sua presença crescido substancialmente em volume e valor desde então. Além disso, esta será também uma oportunidade para os participantes conhecerem um pouco melhor as tendências do futuro para as quais a Bosch está a trabalhar. A partir de 01 de agosto de 2024, as responsabilidades assumidas por Carlos Ribas enquanto gestor técnico da fábrica de Braga passaram a ser assumidas por Carlos Jardim, anteriormente responsável pelas operações de produção e engenharia na fábrica de Cluj, na Roménia.
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- Com este novo investimento, o grupo pretende recrutar cerca de 50 novos trabalhadores no período de três anos, avança o Jornal de Negócios.
- No entanto, e "dependendo da situação geral de escassez de componentes e da evolução da política comercial", a Bosch disse não poder "excluir, em princípio, futuras interrupções de produção ou ajustes nos horários de trabalho".
- As nossas equipas de especialistas estão em contato próximo com a Nexperia, um dos nossos fornecedores de componentes eletrónicos, assim como com os clientes afetados e outros fornecedores e subfornecedores”, diz a empresa, na mesma nota.
A Bosch em Braga implementou na unidade da cidade um ambicioso projecto de descarbonização, um parque geotérmico, o que torna a localização completamente dependente de energias renováveis e eliminando a necessidade de gás natural. Para tal foram feitas análise através da monitorização dos dados dos consumos energéticos em tempo real nos várias edifícios numa plataforma de gestão de energia desenvolvida no âmbito da digitalização e da aplicação de soluções indústria 4.0 na unidade da Bosch em Braga. Presente em Portugal desde 1911, onde conta com perto de 6.300 trabalhadores, as atividades de vendas, marketing, contabilidade e comunicação são realizadas a partir de Lisboa, tal como os serviços partilhados de recursos humanos e comunicação para o Grupo Bosch.
A unidade industrial de Braga da empresa Bosch vai avançar com o ‘lay-off’, por tempo indeterminado, da maior parte dos seus mais de 3 mil trabalhadores, de acordo com o Jornal de Negócios, "O ano de 2023 foi de grande importância para a unidade da Bosch em Aveiro, que reforçou a sua posição enquanto localização estratégica para a produção e desenvolvimento de bombas de calor dentro do grupo", sendo "para 2024 as expetativas são cautelosamente positivas, nomeadamente com o aval por parte da casa-mãe para avançar com a instalação da segunda linha de produção de bombas de calor". Além da fábrica de Braga, a Bosch tem ainda unidades de produção e de desenvolvimento em Aveiro e em Ovar, especializadas em soluções de água quente e em sistemas de videovigilância e comunicação, respetivamente.
As nossas equipas de especialistas estão em contato próximo com a Nexperia, um dos nossos fornecedores de componentes eletrónicos, assim como com os clientes afetados e outros fornecedores e subfornecedores”, diz a empresa, na mesma nota. O Governo neerlandês anunciou esta quarta-feira ter suspendido a intervenção na Nexperia, que permitia bloquear decisões da empresa chinesa de semicondutores que ameaçassem a produção de chips na Europa, para reduzir a tensão com a China após semanas de conflito político. Segundo a empresa, continuam a registar-se "perturbações na produção e ajustes temporários nos horários de trabalho" nas fábricas da Bosch em Ansbach e Salzgitter, ambas situadas na Alemanha.
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Em Braga, a maior unidade da multinacional alemã no país, Carlos Jardim assume a função de gestor técnico, em substituição de Carlos Ribas. Sublinhou que o ‘lay-off’ total foi a forma encontrada “para salvaguardar tanto os postos de trabalho como a própria empresa”. Os 3.500 trabalhadores da fábrica de Braga da multinacional alemã Bosch vão entrar em ‘lay-off’ a partir de 30 de abril, devido à «forte» redução das encomendas, disse hoje fonte oficial da empresa à Lusa. Contudo, confirmada a venda da maior parte do negócio de tecnologia de segurança e comunicações da divisão de Building Technologies à empresa europeia Triton (mais informação), e que afeta esta unidade da Bosch em Portugal, a partir deste ano 2025, inclusive, os resultados desta área de negócio deixam de constar no volume de negócios local.
Para sustentar o crescimento previsto, a empresa está a recrutar perfis altamente especializados, incluindo engenheiros de embedded software, programadores C++, data scientists, engenheiros DevOps e especialistas em teste de sistemas com conhecimentos de Python. Com a criação desta nova equipa vamos contribuir com o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções inteligentes de conectividade, que vão traduzir-se em funcionalidades avançadas que tornam a experiência da eBike mais individual, segura e sustentável”, afirma Vaithee Soundarrajan, responsável pela área de Embedded software. “A Bosch está muito focada no desenvolvimento de uma mobilidade mais sustentável, e a eBike é um dos produtos com maior sucesso nesse âmbito.
Um ano de sólido crescimento em Portugal
A empresa atribui a situação à falta de chips que se seguiu à intervenção do governo neerlandês, pressionado pelos EUA, na Nexperia, provocando a retaliação do fabricante chinês. Como sublinhou Carlos Ribas, responsável pelas operações em Portugal, agora o principal desafio passa por “tornar a condução autónoma mais segura e confortável”. A candidatura, ainda em fase de aprovação, prevê um investimento de 36 milhões de euros entre 2018 e 2021 e é considerada pela empresa como “um passo importante para posicionar Portugal como uma localização estratégica para que a condução autónoma seja uma realidade”.
Especificamente em relação à fábrica de Braga, Bosh Car Multimedia, emprega cerca de 3.550 trabalhadores de 20 nacionalidades. "Esta ligeira redução no número de colaboradores da Bosch em Portugal está relacionada sobretudo com a transformação tecnológica e a alteração do portefólio de produtos, que em alguns casos se caracterizam por ter processos de produção mais automatizados", explicou o responsável. Em 31 dezembro de 2024, a Bosch empregava cerca de 6.880 trabalhadores em Portugal, registando-se um "ligeiro decréscimo" em relação a 2024. Em 2024 a Bosch Portugal exportou mais de 97% da produção, mantendo-se entre os principais exportadores no país. Com fábricas em Braga (a maior unidade do grupo), Aveiro, e Ovar, o grupo germânico fechou 2023 como um dos maiores empregadores em Portugal e com a quinta posição no ranking dos exportadores.
Em causa está uma proposta de reconhecimento como empreendimento estratégico, que pode ser aplicada pela autarquia a projetos de "elevado carácter inovador" na área da indústria e acima dos dois milhões de euros."O município de Braga e a InvestBraga agência municipal reconhecem a importância estratégica do projeto para o desenvolvimento do concelho. Nos termos do regulamento do PDM, o reconhecimento de interesse público implica a dispensa de avaliação ambiental estratégica e a submissão do projeto a um procedimento de discussão pública por um período não inferior a 20 dias úteis", lê-se na convocatória enviada às redações. Lisboa, 28 out 2025 (Lusa) — A Bosch de Braga vai entrar em ‘lay-off’, a partir de novembro e “até presumivelmente” abril de 2026, uma decisão que vai afetar 2.500 trabalhadores, devido à escassez de componentes para peças eletrónicas, anunciou hoje a empresa. «Este projecto de descarbonização é muito relevante e significativo para a unidade da Bosch em Braga, pois reflecte o trabalho que estamos a desenvolver no âmbito do nosso compromisso com a sustentabilidade, enquanto empresa e para com a sociedade de uma forma geral», afirma Carlos Ribas, representante da Bosch em Portugal e director técnico da Bosch em Braga.
Jónio Reis é Vice-Presidente e Diretor de Fábrica da Bosch Termotecnologia SA desde 2017, sendo responsável pelo desenvolvimento de negócio e pela produção em vários sites internacionais. Somos especializados no desenvolvimento e na produção de tecnologias para o conforto em casa. Por esta altura, a unidade dedicava-se à produção de autorrádios, assumindo uma posição de relevância para a região e para o país. Além da sede, a Bosch em Braga conta com dois centros de investigação e desenvolvimento localizados na cidade, reforçando o seu compromisso com a inovação e a excelência tecnológica. A empresa exporta quase a totalidade da sua produção, encontrando-se entre as principais empresas exportadoras em Portugal. Focada no desenvolvimento e produção de soluções de multimédia e sensores automóvel, esta localização da Bosch acolhe ainda equipas de outras divisões da área da Mobilidade, como a Cross-Domain Computing Solutions, a Vehicle Motion, Professional Systems, ETAS e a Mobility Aftermarket.
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Em declarações aos jornalistas após uma reunião com a Comissão de Trabalhadores da Bosch Braga, Catarina Martins lembrou que esta empresa recebe dinheiro do Estado português "para manter os postos de trabalho". Do total de vendas, a Bosch Portugal faturou no mercado nacional 383 milhões de euros, 5,2% acima do nível de 2022, avançou hoje a empresa em comunicado. A empresa estima que o mercado de software automóvel deverá atingir um volume significativamente superior a 200 mil milhões de euros até 2030, o que significa três vezes mais do que em 2020.
O lay-off consiste na redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo, devido a motivos de mercado, motivos estruturais ou tecnológicos ou catástrofes ou outras ocorrências que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa. "A decisão hoje anunciada reflete o firme compromisso da empresa em proteger o emprego", enfatiza, referindo que "os colaboradores do site foram informados sobre o procedimento previsto". "Com base num fornecimento mais contínuo de componentes e nas medidas bosch-career.pt de mitigação implementadas, os contratos de trabalho dos colaboradores afetados voltarão a estar plenamente ativos", avançou a empresa numa nota enviada à agência Lusa. A Bosch de Braga retoma na segunda-feira o regime normal de laboração, levantando o lay-off iniciado este mês e que estava previsto durar até abril de 2026 devido à escassez de componentes, anunciou hoje a empresa. A estratégia para nos mantermos na rota do desenvolvimento terá de passar pelo aumento continuo das competências e formação dos Portugueses em geral.